Dois Brinquedos Novos na Cozinha

Aiyumi -

No meu post sobre lámen, eu tinha comentado sobre minhas dificuldades na cozinha como uma pessoa cega, e que cozinhar não é o meu forte. Mas como o referido post mostra, às vezes umas coisas malucas acontecem quando dá na telha de fazer algo diferente...

Meu maior problema ainda é a minha insegurança ao lidar com o fogão. Mas então me ocorreu que não tenho nenhum problema para operar a cafeteira e a panela de arroz, dois aparelhos elétricos. Então, decidi pesquisar sobre outros tipos de panelas elétricas para ver se poderiam ser algo para mim.

No final de outubro, comecei a pesquisar sobre panelas elétricas, recursos, vantagens (melhor preservação dos nutrientes dos alimentos, mecanismos de segurança para evitar acidentes, a conveniência a que estou acostumada da panela de arroz ...), desvantagens (a única desvantagem que encontrei é que usar essas máquinas obviamente terá um impacto na conta de luz, mas espero que possamos equilibrar o uso delas para que o impacto não seja tão ruim). Eu publiquei no Steemit um post mais detalhado sobre minhas descobertas, que pode ser lido aqui.

Em novembro, consegui comprar uma air fryer (fritadeira a ar) e uma panela de pressão elétrica na Black Friday, e aqui estamos em dezembro! Eu ainda estou aprendendo a usar meus dois brinquedinhos novos e ainda contando com ajuda de alguém que enxerga até pegar o jeito, mas estou confiante de que logo logo poderei operar os aparelhos sem problemas.

Meus primeiros experimentos não saíram perfeitos, mas felizmente todos eles foram comestíveis (e não apenas uma vez :P )! Então, acredito que seja um bom começo!

Escrevi sobre meus erros e acertos (principalmente erros :P ), bem como outras considerações sobre as panelas neste outro post no Steemit. Curiosamente, a frase "Da próxima vez eu acerto!" tornou-se recorrente na minha cabeça. E para alguém que não é muito de cozinhar, estar tão motivada para persistir e melhorar só pode ser uma coisa boa!

Se é assim, então que venham muitas "próximas vezes" e bons progressos no ano que vem! Que 2019 seja um ano em que muita comida gostosa saia das minhas panelas elétricas! XD

PS: acabou de chegar a conta de luz da maior parte de novembro e começo de dezembro, que englobou as duas primeiras vezes que usei cada panela (os quatro experimentos descritos no post do segundo link). Por enquanto, tudo normal. Pelo menos dessa vez nem deu pra perceber o impacto, mas como usei pouco, ainda é cedo para comemorar. Vou continuar usando as panelas cuidadosamente e acompanhando.

Pequena Atualização de Status e Post Sobre Acessibilidade de Elementos Clicáveis em HTML

Aiyumi -

Só passando para dar um sinal de fumaça :P . Faz alguns meses que não publico nada aqui, mas ainda atualizo minha fan fiction todo mês. Para minha surpresa, também estou conseguindo me manter ativa no Steemit, postando pelo menos uma vez por semana (duas se contar a tradução de cada post para Inglês). Aliás, meu último post no Steemit foi sobre problemas de acessibilidade que acontecem bastante com objetos clicáveis em HTML, que pode ser de interesse para quem visita meu blog para ler sobre acessibilidade. Segue o link para o post:

Mais posts estão no meu blog no Steemit.

Teclados e Músicas de Demonstração

Aiyumi -

Até hoje, eu tive três teclados musicais:

  • Um Casio básico que não lembro mais o modelo.
  • Um Fenix TG-8880D (marca brasileira). Tinha a aparência de um piano por fora, mas seus sons e recursos não eram lá essas coisas ...
  • E o Yamaha Motif XF, que é um monstro (no bom sentido :P ).

Os dois primeiros não estão mais aqui, mas o XF está comigo há sete anos (inclusive já postei arranjos de músicas com ele aqui no blog). Ele tem sons que gosto bastante, e vários recursos que ainda não consegui dominar!

Desde o meu primeiro teclado, uma coisa que sempre gostei de fazer foi ouvir as músicas de demonstração. Há alguns dias, escrevi um post sobre meus teclados e meu gosto por músicas de demonstração, também com alguns links para ouvir as demonstrações do teclado Fenix, bem como um link para o canal do YouTube que encontrei com demonstrações de vários outros teclados. Publiquei o post no Steemit, e você pode conferir no link abaixo:

Teclados e Meu "Vício" por Músicas de Demonstração

Assista ao Anime do Persona 5 Online e de Graça

Aiyumi -

O jogo Persona 5 do qual eu tenho falado tanto ganhou uma adaptação em anime! Chama-se "Persona 5 the Animation" e começou a ir ao ar no Japão no dia 7 de abril de 2018. E assim como aconteceu com o episódio especial do Day Breakers, o site Crunchyroll está fazendo simulcast (transmitindo os episódios logo após irem ao ar no Japão), um episódio por semana, com legendas em Português e tudo! Acho incrível poder assistir a um anime que acabou de sair no Japão, e ainda ter legendas em Português, considerando que o Brasil costuma ser atrasado para conseguir obter lançamentos de qualquer coisa (não só anime), isso quando consegue...

O primeiro episódio do P5 foi liberado gratuitamente logo no dia em que saiu. Já o segundo, que foi ao ar no Japão hoje (14), por enquanto só foi liberado para usuários premium, e na página do episódio diz que será liberado gratuitamente no dia 21. Então podemos concluir que a regra normal (quem assiste de graça precisa esperar uma semana a mais pelos episódios) continua valendo.

Aqui está o link para assistir ao anime. Não precisa nem se cadastrar no site nem nada. É só abrir a página de cada episódio e assistir... com o detalhe que, se você está assistindo de graça, prepare-se para ver um monte de anúncios e propagandas. Mas eu não me importo. Fico satisfeita em poder assistir, de graça e legalmente.

Como o Persona 5 Despertou Meu Interesse pelo Mundo do Café

Aiyumi -

Deixe-me Explicar!

Não é a primeira vez que um jogo da série Persona me faz ir atrás de aprender algo novo. O jogo Persona 3 já me fez tentar preparar lámen apesar de culinária não ser a minha praia. Agora, foi a vez do Persona 5.

No Persona 5, enquanto age como um estudante normal durante o dia e luta contra injustiça e adultos corruptos durante a noite, o jovem protagonista é obrigado a morar no sótão de uma cafeteria, e uma das atividades que rendem itens para as missões é aprender a preparar uma boa xícara de café. Mas não é qualquer café!

Às vezes, quando o protagonista prepara café, o dono da cafeteria vem experimentar e diz algo como, "Pelo sabor, você usou o grão 'tal', não foi? Deixe-me explicar!" e solta alguma curiosidade sobre determinado grão de café. No meu caso, chegou uma hora que ele parou de dar as curiosidades, então parecia que não ia ter mais. Ele sempre dizia que o café estava sem graça, e achei que essa fosse a única resposta possível. Então, eu pensei, "Se não tem mais curiosidades e o café nunca vai deixar de ser sem graça mesmo, então pra que perder tempo? A quantidade de dias no jogo é limitada e tem coisas mais importantes pra fazer." E desisti.

Porém, depois descobri que eu estava redondamente enganada, tanto sobre as curiosidades quanto as respostas! Eu deveria ter insistido mais. Pelo jeito, não cheguei a ver nem a metade! O usuário Chapsthedude no Reddit compilou todas (ou se não todas, quase todas) as curiosidades sobre café (em Inglês), e inclusive tem dois cafés brasileiros, o Brasileiro 2/18 (segundo o jogo, também é conhecido como Santos, sendo que o 2 refere-se à qualidade e o 18 ao tamanho do grão) e o Bourbon Brasileiro. Achei muito legal!

Algumas Descobertas

Eu sempre gostei de café, mas nunca tinha ido além dos cafés de super mercado (Pilão, Melita etc.) e um espresso em lanchonetes de vez em quando. Antes do Persona 5, eu não fazia ideia de que o mundo do café fosse tão vasto. O jogo me deixou curiosa e resolvi pesquisar. Então, descobri que:

  • Existem três "níveis" de café: o tradicional ou extra-forte - aqueles escurões e amargões de super mercado -, o superior - tem grãos um pouco melhores - e o especial ou gourmet - que contém o melhor dos melhores grãos produzidos, e obviamente são os mais caros (são esses que são mais exportados).
  • Existem duas espécies de café economicamente relevantes: o café arábica e o café robusta. O arábica representa 3/4 da produção mundial, tem grande variedade de grãos e sabores, e menos cafeína. É mais delicado e difícil de cultivar e processar, por isso é mais caro. Café gourmet costuma ser 100% arábica. O café robusta é produzido em menor quantidade mas é mais barato, então é ele que a população em geral costuma consumir. Diz-se que o robusta pode produzir bebidas de qualidade tão boa quanto o arábica se tomados os devidos cuidados no cultivo e no processamento, mas isso ainda não acontece muito e o robusta geralmente acaba rebaixado a café barato e amargo de super mercado.
  • Existem grãos e grãos, com diferentes características e sabores (alguns mais adocicados, outros mais cítricos), diferentes níveis de torra (clara, média, escura), diferentes modos de preparo (coador, prensa francesa, espresso, moka...) com determinadas espessuras de moagem para cada um, entre outras coisas.
  • Quanto mais escura for a torra, mais amargo será o resultado, porque se torrar muito vai queimar todos os açúcares do café, assim como o caramelo (açúcar queimado) é meio amargo. E é por isso que os cafés mais comuns (e mais baratos) de super mercados costumam ser mais escuros e mais amargos. Eles podem conter uma mistura de grãos de robusta e arábica, com grãos "defeituosos", daqueles que não são bons o suficiente para os padrões do café gourmet, e queimados até ficarem escurões para disfarçar as imperfeições.
  • O melhor é café recém-torrado e recém-moído (de preferência moído e preparado logo em seguida). Quanto mais tempo passa depois de torrado e moído, o café vai perdendo o aroma e o sabor.
  • Se ainda não tiver o equipamento para moer, é possível ir a uma cafeteria e comprar um café de torra recente que eles vendem em grãos (mas se pedir eles moem). Só não dá para preparar logo em seguida (porque precisa esperar você pelo menos chegar em casa primeiro :P ), mas é uma boa opção para quem está começando e não tem os equipamentos ainda.

Testando

Fiquei curiosa para experimentar alguns desses cafés especiais, mas não conhecia nenhuma cafeteria de verdade (tirando essas lanchonetes de bairro que servem café espresso), então, pra começar, resolvi testar com alguns cafés gourmet moídos para coador que achei no mini mercado Pão de Açúcar aqui perto de casa. Realmente, eles são diferentes do que eu estava acostumada (não se deixe enganar. Mesmo aqueles de cor clara podem ter sabor bem forte!). No geral, gostei! O problema é que não se sabe quando foram torrados e moídos (como esses produtos não devem ter muita saída por serem mais caros do que os cafés mais comuns, não duvido que tenham ficado pelo menos um mês esperando na prateleira da loja!). Como é meio caro (um pacote de café gourmet de 250 gramas é vendido em torno de R$25,00, enquanto um pacote de meio quilo daqueles comuns e mais baratinhos está em torno de R$10,00), eu só me dei o luxo de comprar um pacotinho por mês e tomar só aos fins de semana. Isso aumenta o fator "passagem de tempo depois da torra e da moagem" mais ainda, mas fazer o quê, né?!

Eu queria me adentrar mais no mundo do café, mas venho enrolando a pelo menos meio ano por causa do risco de gostar, ficar muito exigente e não conseguir mais voltar aos cafés comuns, o que significa que poderia sair caro. Estava pensando em comprar um moedor manual de entrada (uns R$200) para poder tomar café moído na hora, e talvez alguma cafeteira diferente como uma Aeropress (também por volta de uns R$200), fora os grãos propriamente ditos...

Ainda não tive coragem de comprar os equipamentos, mesmo porque ainda não consegui experimentar os cafés preparados de diferentes modos, então não tenho referência de tipo de sabor ou método de preparo favorito. Um colega de trabalho me recomendou ir na cafeteria Starbucks, tomar o café do dia e levar os grãos moídos para casa enquanto eu não tiver o moedor. Procurei saber onde era a Starbucks mais próxima e encontrei a do Metrô Santa Cruz (São Paulo/SP, Brasil). Então, uma das minhas metas de quando entrasse de férias era ir lá. E eu finalmente fui!

Meu plano era tomar o café oferecido no dia e levar os grãos do mesmo café para comparar o resultado com o da cafeteira simples aqui de casa... mas não deu certo. Como era a primeira vez, eu me atrapalhei um pouco na hora de pedir, e o atendente também não soube explicar direito, e só me deu a opção de tomar café espresso ou com leite (e parece que só tinha máquina de espresso lá), enquanto os grãos da campanha do dia eram de um café da Papua Nova Guiné. Pra mim, o sabor do espresso estava "no ponto" (teve um espresso que eu tomei em outro lugar que era muito forte e deixava uma sensação não muito agradável na boca). Depois descobri que eles também vendem os grãos do espresso (é uma mistura/blend própria deles que eles chamam de Espresso Roast), mas não tenho máquina de espresso, então não ia servir. Acabei levando o outro mesmo, fazer o quê... pelo menos é certeza que a torra é recente e que acabou de moer!

Foi assim que ficou o café na xícara, depois de passar pela cafeteira simples aqui de casa... (foto própria, tirada no celular)

O café da Nova Guiné dentro de uma xícara que tem a palavra 'confiança' escrita em Japonês e em Português

Achei o sabor bem suave, mas não tenho certeza se consegui identificar os toques herbais mencionados no pacote (tem um gostinho que lembra alguma coisa mas não sei dizer se é disso que o pacote está falando). Eu me pergunto se outros métodos/equipamentos de preparo fariam esses sabores aparecerem um pouco mais. Também experimentei com leite e ficou... interessante. Como se tivesse colocado algo salgado junto com algo doce pra equilibrar (apesar de não ter colocado açúcar nem no café nem no leite). Pelo menos, foi essa a impressão que eu tive. Desculpe, não sei descrever :P . Isso foi o máximo que consegui!

E pra fechar, aqui vai o som do café sendo servido! XD Não que fosse necessário, mas deu na telha de gravar, e gravei. Pelo menos, se eu resolver fazer algum áudio drama de Persona 5 e tiver alguma cena envolvendo café, já tenho de onde tirar o som :P .

(*de repente o chefe aparece*(

"Ah. Pelo sabor, você usou o Guiné PNG, não foi? Deixe-me explicar! O café da Papua Nova Guiné, ou PNG, é produzido na ilha Papua Nova Guiné, que fica a cerca de 150km do norte da Austrália. O café é produzido numa região de difícil acesso, em solos ricos em nutrientes originários de atividades vulcânicas. Produz uma bebida leve e com toques herbais." Pausa. "... Mas você ainda tem muito o que aprender. O seu resultado ainda está insosso. Pode melhorar! Começando pelo equipamento..."

Ugh... ok, vou pensar. Não sei onde eu quero chegar com isso ainda, mas vou continuar insistindo. Vamos ver!

E é mais ou menos assim que acho que a curiosidade poderia ficar se este café estivesse no Persona 5. Em sua maior parte, baseada em informações escritas no pacote.

Alguns Links Sobre Café

Slint, uma Distribuição Linux Baseada no Slackware e Acessível para Deficientes Visuais

Aiyumi -

Como alguns já sabem, minha distribuição Linux preferida é o Slackware. No entanto, não é uma distro fácil para os usuários com deficiência visual instalar. O instalador do Slackware não é acessível, a não ser que os usuários tenham um sintetizador de voz baseado em hardware (não tenho, e a maioria dos outros deficientes visuais provavelmente também não), o que significa que eles precisariam de ajuda de alguém que enxerga para instalar o Slackware e depois instalar os leitores de tela nele. Alguns visitantes do blog que são deficientes visuais me enviaram e-mails e mostraram interesse em instalar o Slackware, mas eles não tinham ninguém que enxerga para guiá-los na instalação e, infelizmente, não pude ajudá-los. Mas agora, esse problema tem uma solução, na forma de uma distribuição Linux baseada em Slackware chamada Slint.

more…

Minha Primeira Semana no Steemit, e Minhas Primeiras Impressões

Aiyumi -

Nunca tive muita paciência nem sorte com redes sociais.

  • Eu tentei usar o Twitter, mas de lá não saiu nada. Não tive paciência pra ler as coisas dos outros e postar constantemente, e era um saco ter de ficar reformulando tudo que eu escrevia pra fazer caber no limite de caracteres. No fim das contas, meu Twitter foi rebaixado para a função de apenas informar os leitores sobre atualizações do blog e das minhas fanfics. Eu só tenho uns 7 seguidores, e meus tweets nem sequer aparecem nas buscas do Twitter, só porque eles contêm links (para este blog ou para minhas fan fictions). Pelo que entendi, o fato de que eles contêm links e não tem retweets faz com que os bots do mecanismo de pesquisa do Twitter pensem que meus tweets são spam! Então, ninguém além dos meus 7 seguidores consegue nem mesmo encontrar meus tweets...
  • Eu não gosto do Facebook e não tenho.
  • Atualizações no meu Youtube são poucas e raras porque minha deficiência visual dificulta a criação de conteúdo visual.
  • Não estou no Deviantart pelo mesmo motivo acima.
  • Como encontrei alguns blogs interessantes no Tumblr, uma vez tentei usar, mas desisti porque a interface é completamente inutilizável com programas leitores de tela, portanto não é acessível para usuários deficientes visuais que dependem desses programas para usar o computador.
  • Além disso, costumo ler mais do que postar (quem conhece este blog sabe como meus posts são infrequentes). Tem uma comunidade no Reddit, a r/Persona5, que acompanho desde 2016, antes do lançamento do jogo Persona 5 no Japão. Mas eu nem tenho uma conta no Reddit e apenas leio o que outras pessoas publicam. Surpreendentemente, tenho paciência suficiente pra isso, já que a comunidade tende a ter discussões interessantes sobre o enredo, os personagens e o jogo em geral. Mas, até agora, nada me incentivou o suficiente pra realmente querer criar uma conta no Reddit e ir escrever alguma coisa lá, e fico satisfeita apenas lendo.

E Agora, Tem o Steemit...

Um dia, uma leitora das minhas fanfics, uma talentosa artista que usa o apelido Ayza, fez um comentário na página da minha fanfic. Eu fiz um acordo com ela para pedir um desenho relacionado à minha fanfic, e ela me enviou os links das redes sociais onde eu poderia encontrá-la. Entre estes links estava a página de perfil em uma rede social que eu nunca tinha ouvido falar antes, chamada Steemit.

No ar desde 2016 e ainda em versão beta, o Steemit é basicamente uma rede social que recompensa pessoas por publicar conteúdo. Os usuários que leem e gostam de um post podem dar um upvote (semelhante às "curtidas" no Facebook ou os "upvotes" no Reddit), comentar (também é possível dar upvotes em comentários) e repostar o artigo para os seguidores, o que dá mais visibilidade ao post. Uma semana após a postagem, o autor do post ganha alguns "pontos", que na verdade são criptomoedas (moedas digitais, no estilo do famoso Bitcoin) que podem servir como poder para que seus votos valham mais "pontos" dentro do Steemit, ou convertidas em dinheiro normal em algumas exchanges (corretoras) de criptomoedas. Esta é uma explicação extremamente simplificada, mas essa é a ideia básica. Muito mais detalhes estão no FAQ do Steemit (em Inglês).

Eu achei os conceitos interessantes. A qualidade dos posts que eu li era boa e encontrei comentários bacanas. Pareceu ser um lugar acolhedor, e fez algo que a maioria das redes sociais não conseguiu. Fazer eu querer me cadastrar! :P

Então, eu me cadastrei. As únicas coisas que eles pedem são um nome de usuário, um endereço de e-mail e um número de celular (só pra receber uma mensagem SMS com um código pra validar a conta). Como acontece com muitos serviços que estão em beta, tem uma lista de espera. Enquanto esperava, eu li alguns artigos pra saber mais sobre como as coisas funcionam no Steemit. Quatro dias depois, minha conta foi aprovada. Embora não seja obrigatório, é de praxe que os novos usuários façam um post de auto-apresentação com a tag "introduceyourself" e tentem começar a se envolver com a comunidade. Eu fiz um (em Inglês) e, para minha surpresa, alguns usuários gentilmente usaram um pouco de seu tempo para me receber e me dar algumas dicas sobre como usar a plataforma. Então, eu aprendi que o Steemit tem uma comunidade crescente de brasileiros, bastante amigável e disposta a ajudar novatos como eu.

Encontrei vários posts bem escritos e interessantes, inclusive em Português (que usam a tag "pt" para ficarem mais fáceis de achar). Também fiquei sabendo da existência de um site de streaming de vídeo semelhante ao Youtube chamado DTube e um site de transmissão de áudio semelhante ao Soundcloud chamado DSound que usam o mesmo sistema de recompensas que o Steemit. Como eu tenho dificuldades pra encontrar imagens pra usar como fundo nos meus arranjos ocasionais de músicas de jogos no Youtube, e o Soundcloud é outro site que não conseguiu me convencer a me cadastrar, o DSound pode ser uma boa opção para mim (não tem cadastro e usa a conta do Steemit para login). No entanto, o DSound ainda tem alguns problemas de acessibilidade - basicamente, os botões não têm nenhum texto dizendo o que eles fazem (sua funcionalidade é representada apenas por ícones) e usuários deficientes visuais que dependem de programas leitores de tela não conseguem saber para que os botões servem -, mas é um projeto jovem com muito potencial e espero que esse aspecto melhore no futuro. Você pode ler o post explicando como o DTube funciona aqui, e o que explica sobre o DSound aqui (em Inglês). São posts um pouco antigos e já houve várias melhorias nos dois projetos, mas o funcionamento básico continua o mesmo.

Falando em acessibilidade, o Steemit em si é bastante acessível, e meu leitor de tela se deu bem com o site. Eu encontrei alguns pequenos problemas, mas nada que realmente prejudique meu uso do serviço.

Claro que nem tudo é um mar de rosas no Steemit. Nem todos os posts são de boa qualidade. Também tem bastante lixo, e tem pessoas que abusam do sistema com spam (isso é inevitável em qualquer lugar, ainda mais quando recompensas com valor monetário estão envolvidas) e a plataforma ainda não possui alguns recursos que proporcionariam uma melhor experiência de uso. O Steemit ainda está em beta, está longe de ser perfeito, e pode ser complicado aprender no começo. Mas uma coisa que fez eu me identificar com o Steemit é que a comunidade é prestativa e escreve vários posts para orientar os usuários novos, ou para recomendar formas e ferramentas para resolver as deficiências da plataforma. Existem várias recomendações de posts de usuários úteis na página de boas-vindas do Steemit (em Inglês). Inspirada nisso, também tentei fazer a minha parte escrevendo um post sobre filtragem de posts por autores e tags (espero que seja útil para alguém).

Até agora, estou gostando da estadia. Em uma semana, consegui 14 seguidores. A julgar por suas postagens, desconfio que uns três sejam bots, mas os outros são pessoas reais (a maioria delas são as que me receberam no meu post introdutório) e são bastante ativas na comunidade brasileira. Os usuários ávidos de redes sociais podem rir, mas 14, ou mesmo 11 seguidores são uma grande conquista para mim.

Se vou ganhar dinheiro com o Steemit? Sinceramente, considerando minha falta de paciência com redes sociais e falta de habilidade pra divulgar conteúdo, eu duvido. Mas estou gostando do conteúdo, e por enquanto, eu só queria poder obter um pouco mais de STEEM POWER para que meus votos valham mais e ajudem a dar mais visibilidade para o conteúdo que eu gosto.

Será que terei paciência suficiente para continuar frequentando o Steemit? Isso, apenas o tempo dirá, mas espero que sim!

Coloquei um link para o meu perfil do Steemit na barra lateral. O link é:

https://steemit.com/@aiyumi

Por mais que eu queira repostar algumas coisas daqui do blog no Steemit, não posso publicar todo o texto, porque isso faria os mecanismos de busca penalizarem ou este blog ou meu blog no Steemit por conteúdo duplicado. Então, vou fazer alguns experimentos, alternando entre postar aqui e lincar por lá, e vice-versa. Vamos ver o que acontece...

Edit (13:35): nossa, parece que o Steemit trouxe alguns seguidores para o meu Twitter em Inglês também! O número aumentou de 7 para 11 (11 aqui também? XD ). Só percebi quando entrei no Twitter pra avisar sobre este post. :D

Ano Novo, Disco Novo

Aiyumi -

2018 chegou, e eu já comecei o ano com... uma falha no HD do meu computador principal. Na manhã do dia 4 de janeiro, eu tinha acabado de começar meu trabalho (estou trabalhando em casa) quando, de repente, sem nenhum sintoma ou aviso prévio, o computador começou a emitir cliques, tudo travou, a máquina parou de responder e a única maneira de desligar foi segurando o botão power por alguns segundos. Quando eu liguei de novo, recebi uma mensagem de falha no disco rígido. Usei uma live USB de Linux pra tentar ver o que estava acontecendo, e tudo funcionou bem, exceto o HD. O disco nem sequer foi reconhecido e continuou emitindo cliques. Abrimos a máquina e trocamos os cabos SATA, mas não adiantou (o problema não era com os cabos). Conclusão: o HD morreu de vez.

Avaliando as Perdas

Eu geralmente faço um backup uma vez toda semana. Ênfase em "geralmente". Ironicamente, na semana anterior eu não tinha feito, e por isso, perdi duas semanas de alterações (a semana anterior + a semana em que o HD pifou). Felizmente não perdi o progresso na maioria dos meus scripts relacionados a trabalho porque eu os tinha enviado para os servidores do escritório. Mas perdi um capítulo inteiro de uma das fan fictions que estou escrevendo, que tinha levado meu tempo livre dessas duas últimas semanas pra escrever, e ainda estou tentando recuperar a motivação pra escrever tudo de novo. Também perdi a partição do Windows, que na verdade nunca me ocorreu em fazer backup porque eu pensava que não tinha nada importante lá... até que, depois de perder o HD, lembrei que todos os meus arquivos de projetos de VOCALOID e UTAU estavam lá, incluindo as USTs do cover de "Wake Up, Get Up, Get Out There" que levou um mês pra eu conseguir terminar. Eu tinha copiado os arquivos de áudio gerados pra partição do Linux, mas as USTs não... :(

Escolhendo um Disco Novo

Depois de muito pensar, decidi ir de SSD em vez de outro HD. SSD ("Solid State Drive") é um tipo diferente de disco em que a memória fica num chip (como as memórias de cartão SD ou de pendrive), o acesso aos dados é direto no chip e o disco não precisa ficar girando igual ao HD, então é bem mais rápido (tinha ouvido dizer que a máquina liga e o sistema operacional inicia em questão de segundos, e programas pesados abrem rapidinho). Mais durável, silencioso e gasta menos energia elétrica do que HDs. Dizem que depois de conhecer um SSD, é difícil querer voltar ao HD antigo. Já fazia alguns meses que eu estava curiosa pra saber como era, e resolvi fazer do limão uma limonada e aproveitar esta "oportunidade" pra experimentar. O problema é que é uma tecnologia meio cara ainda, e paguei R$ 375 num SSD que só tem 240GB, sendo que por esse preço eu poderia ter comprado um HD normal de 1TB... mas tudo bem. Pode parecer pouco espaço, mas meu HD antigo era de 1TB e nunca chegou perto de encher (o máximo que chegou foi usar uns 30GB da partição com o Slackware Linux, 70GB da partição separada do home e 50GB da partição do Windows, totalizando cerca de 150GB), então acredito que 240GB seja espaço suficiente.

Encomendei um SSD da Western Digital (WD Green 240GB) pelo Mercado Livre. Comprei na quinta à noite, foi enviado na sexta de manhã e chegou na segunda (acho que de fim de semana os correios não entregam). Enquanto esperava chegar, eu tive de trabalhar usando o netbook (máquina não muito potente onde cada página no Firefox demora uns 20 segundos pra carregar e o Orca demora outros tantos pra começar a ler), e também foi onde eu baixei as ISOs do Linux pra instalar quando o SSD chegasse. Baixei, conectei um gravador de DVD externo ao netbook, gravei num DVD RW e pronto. Preparar as ISOs de Linux foi fácil fácil. Por outro lado...

Tentando Baixar o Windows

Meu sistema operacional principal é o Linux. Os programas de Windows que às vezes eu usava (principalmente VOCALOID e UTAU) rodam no Wine, mas o problema é que o Wine não é acessível para deficientes visuais porque não implementa as interfaces de acessibilidade e nenhum leitor de tela funciona nele. Mas já que o Windows 7 veio com a máquina e eu tenho a licença, então resolvi usar. Eu tinha feito um backup do Windows logo que comprei o computador e tinha gasto todos os meus DVDs RW, e mais dois DVDs R porque não tinha RWs suficientes. Mas aquele era um backup do Windows recém-instalado, sem atualizações de segurança nem nada, e pior, só poderia ser restaurado de dentro do Windows! Conclusão: não serviria para nada. O jeito seria reinstalar tudo do zero mesmo. O problema é que a Dell não manda as mídias de instalação do Windows, e o instalador fica (adivinha onde...) numa partição do HD! Claro, o HD pifou, então o instalador foi junto.

Existe uma página da Microsoft onde deveria ser possível baixar o instalador. Teoricamente, só precisa informar o código de série, que eu tenho. E eu informei. Aí, "pã!" deu erro dizendo que esse código não serve porque é versão do sistema que é disponibilizado pelo fabricante do computador, e que era pra eu entrar em contato com o fabricante (no meu caso, a Dell) pra obter a imagem customizada (a versão que vem com utilitários da Dell que nunca consegui desinstalar e mais um monte de porcaria que só consome recursos e espaço em disco).

Na página da Dell, tem que informar o código de uma "etiqueta de serviço" ("service tag") que está colada no gabinete do computador, pra aparecer conteúdo e downloads relacionados ao produto que eu adquiri deles (o computador). Informei o tal código, mas na parte de downloads pro modelo da minha máquina só tem drivers e mais nada. Navegando pelos tópicos de ajuda, descobri que tem três formas de conseguir uma mídia de instalação:

  1. A forma que eles recomendam é usar um programa pra gerar e baixar uma imagem customizada. Claro que o programa só funciona no Windows (então não adianta porque estou sem Windows. Não faço ideia se funcionaria no Wine). Queria saber se tinha outro jeito e, depois de muito procurar, encontrei a forma 2 abaixo.

  2. Tem uma página pra baixar a mídia de instalação do Windows, pra quem precisa baixar a imagem a partir de uma máquina sem Windows (meu caso! Opa!)... mas quando informei a etiqueta de serviço, disse que não tem nada disponível pro modelo da minha máquina.

  3. A outra forma de conseguir é entrar em contato com o suporte e solicitar uma mídia física, e se o computador não estiver na garantia (não está mais), tem que pagar uns 60 Dólares! Eu hein?! Tô fora...

Numa última tentativa, encontrei um post no blog de alguém que estava com um problema parecido, onde fiquei sabendo de uma gambiarra pra baixar o Windows 7 diretamente dos servidores da Microsoft sem informar o código serial. Basicamente é uma página pra baixar o Windows 10 (que não precisa informar código serial pra chegar no link do download), e se trocar um parâmetro na URL que corresponde ao produto Windows 10 pelo que corresponde ao Windows 7, daria pra baixar. É baseada na API que os fabricantes usam pra baixar as mídias de instalação dos Windows, e aí descobriram os IDs de todas as ISOs possíveis. Tentei. E... "pã!" não funcionou! Tentei com o ID do Windows 10 e funcionou*, mas com o ID do Windows 7 não! Aparentemente, não está funcionando para Windows 7 e o Office. Parece que a gambiarra ou não funciona mais, ou está com problema temporário na API.

* Veio um link de download do Windows 10, mas não adianta porque não tenho o código serial pra ativá-lo se eu instalá-lo. Nem sei se o Windows 10 conseguiria rodar nesta máquina...

Nossa... como software proprietário é enrolado! Por hora, desisti. Se a gambiarra voltar a funcionar, quem sabe eu tente de novo. Por enquanto, acho que vou ter que recorrer ao Wine e ajuda visual mesmo, fazer o quê...

Instalando o SSD

Na segunda-feira, 8 de janeiro, o SSD chegou. Eu sabia que era menor do que um HD de PC desktop, mas não esperava que fosse tão pequeno e fino... é tão fino quanto uma caixa de CD, e parece um memory card glorificado (e deve ser mesmo :P ).

Minha mãe e eu abrimos a máquina e trocamos o HD pelo SSD. Ao contrário dos HDs tradicionais que têm tamanhos diferentes (3,5 polegadas pra PCs desktop e 2,5 polegadas pra notebooks), aparentemente só existe um tamanho de SSD, que é 2,5 polegadas. Então, ideal pra notebooks, mas um pouco pequeno pra desktops (felizmente, as conexões SATA são iguais). Plugamos o cabo SATA e prendemos o SSD ao gabinete com um parafuso como deveria ser feito, mas não ficou tão firme quanto gostaríamos. Idealmente, eu deveria ter comprado um adaptador de 2,5" para 3,5" pra encaixar o SSD mais facilmente, mas o vendedor de quem comprei o SSD não tinha, fora que eu estava com pressa porque precisava da minha máquina funcionando logo pra trabalhar.

Algumas pessoas simplesmente conectam o SSD e o deixam pendurado pelos cabos SATA dentro da máquina sem muita preocupação, já que os SSDs não possuem partes móveis como os HDs e tem menos riscos de corromper os dados com impactos. Mas ficamos um pouco preocupadas. Incomodava deixar o SSD solto dentro da máquina. Então, nós cortamos um cabo USB antigo e nunca usado que tínhamos sobrando, amarramos nas "paredes" do compartimento dentro do gabinete, pra agir como uma "rede" pra ajudar a manter o SSD no lugar e impedi-lo de cair. Ficou feio por dentro, mas funciona! :P Mas ainda estou pensando se devo comprar um daqueles adaptadores pra solução ficar menos "gambiarrosa"...

Particionando o disco

A primeira coisa que fiz quando liguei a máquina foi inserir o DVD do instalador (falante) do Slint (Linux) e verificar o disco com o Fdisk. O sistema reconheceu o SSD normalmente e o tamanho foi reportado como 223GiB, o que se traduz nos 240GB anunciados. Então eu particionei o disco e fiquei com, aproximadamente:

  • 84GB para o Windows, caso eu consiga reinstalá-lo nesta máquina algum dia. Caso contrário, vou usar o espaço precioso para outra coisa.
  • 84GB para a partição home, para ser usada por dois Linuxes.
  • 4GB para swap. Não me lembro de esta máquina ter recorrido a swap alguma vez, mas sabe-se lá quando a necessidade pode aparecer...
  • 34GB para o meu sistema principal, o Linux. Em vez de instalar o Slackware, desta vez eu decidi ir de Slint, uma distro baseada no Slackware com acessibilidade por padrão e inclusive instalador falante, mas que no fundo não deixa de ser um Slackware.
  • E os últimos 34GB para o outro Linux. Eu escolhi o Arch Linux principalmente porque também tem instalador falante (na forma da ISO Talking Arch), e porque descobri que nele dá pra rodar o Warsaw, um software chato de internet banking (proprietário, de código fechado e difícil de solucionar - ou até mesmo identificar - problemas) que muitos dos bancos brasileiros decidiram adotar (não consegui fazer funcionar no Slackware de jeito nenhum, e a falta de acesso ao internet banking já estava se tornando um grande problema. Mas o tal software funcionou bem na instalação teste do Arch Linux que eu tinha no meu netbook, então...).

Eu instalei o Slint à noite, e no dia seguinte já consegui usar a máquina pra trabalhar. Naquele fim de semana, instalei o Arch Linux e o software de internet banking na outra partição. Depois disso, venho ajustando as configurações e instalando coisas extras à medida que as necessidades vão surgindo, tanto no Slint quanto no Arch, e os moldando ao meu jeito aos poucos.

E é esta a situação no momento em que escrevo. As coisas estão voltando ao normal, melhores e mais rápidas graças ao SSD. A máquina responde mais rápido do que antes e parece até que é nova! Foi um susto e tanto quando o HD quebrou, mas parece que as coisas mudaram pra melhor! No fim das contas, talvez dê pra dizer que comecei o ano bem...

Não que eu não tenha encontrado nenhum problema enquanto tentava deixar as duas distros Linux do meu jeito, no entanto. Tive alguns probleminhas (principalmente com o Arch, e mais porque não estou muito familiarizada com ele), apesar de já ter conseguido resolver a maioria deles. Mas isso é assunto para outro post.

No próximo post, pretendo falar sobre o Slint, a distro baseada no Slackware, multi-idiomas, com acessibilidade por padrão e com instalador falante!

Abertura do Persona 5 - Cover UTAU

Aiyumi -

Eu mencionei como eu estava animada para o lançamento do jogo Persona 5. Tão animada que comecei a escrever fanfictions sobre P5 meses antes do jogo ser lançado no Japão e quase não tínhamos informações sobre os personagens ou o enredo. Em 15 de setembro de 2016, o jogo foi lançado no Japão (estou escrevendo isto em 15 de setembro de 2017. Então, foi exatamente um ano atrás! :D ). E em 4 de abril de 2017, finalmente saiu a versão ocidental (e tinha até opção de dublagem em Japonês como DLC gratuito, exatamente como eu queria).

Eu normalmente não compro jogos em pré-venda, mas com o Persona 5, não resisti. Comprei online, na loja ShopB (não que eu queira fazer propaganda, mas já fazendo :P). Consegui um cupom de desconto em troca de dois jogos de GBA antigos que estavam encostados aqui, que eu praticamente nem joguei (eram jogos que vieram com o GBA usado que eu comprei no final de 2008), e a loja me deu um desconto extra pelo pagamento à vista (no fim, o desconto total foi de uns R$91!). A loja enviou o produto rapidamente, e o jogo estava em minhas mãos no dia do lançamento nacional (aqui no Brasil foi em 7 de abril, diferente dos USA e da Europa que foi no dia 4).

Eu não diria que o jogo não tem falhas, mas foi tão bom e divertido quanto eu esperava. Eu já fechei duas vezes (com áudio em Japonês) e consegui o troféu Platina no meu segundo playthrough. Atualmente estou jogando pela terceira vez (testando o áudio em Inglês). Há tantos pequenos detalhes que podem passar facilmente despercebidos na primeira, ou mesmo na segunda vez. O Persona 5 ainda continua me divertindo, mesmo que seja a minha terceira vez (e me dando ainda mais idéias de fanfics :P ). Estou muito satisfeita e fico contente pelo jogo ter correspondido às minhas expectativas e toda a anciedade desde o ano passado. Vale cada centavo e o trabalho que tive pra trocar os cartuchos de GBA usados :D .

Pra comemorar que eu platinei o jogo, e também que terminei uma das minhas fanfics longas (em Inglês) (que comecei a escrever antes do lançamento do jogo no Japão no ano passado), fiz um cover com UTAU da música de abertura do jogo, "Wake Up, Get Up, Get Out There" (se fosse traduzir pra Português, seria meio que "levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima" :P ). Mas... UTAU? Sim, um software de síntese de canto. Eu já falei sobre isso aqui, onde eu tinha concluído que era impossível de usar o programa sem mouse e que eu provavelmente nunca conseguiria usar. Eu estava errada! De repente, decidi fuçar no programa um dia desses alguns meses atrás, e qual não foi minha surpresa quando consegui conectar algumas sílabas suavemente! Então, decidi fazer cover de uma música, e aqui está.

O link do vídeo está abaixo, com... a versão brasileira da capa do jogo! (tem coisas escritas em Português, mas o jogo está em Inglês) ... E um instrumental (bem impreciso) feito por mim, usando o software de gerador de acompanhamentos MMA(Musical MIDI Accompaniment) e meu teclado Motif XF.

Créditos e mais detalhes estão na descrição do vídeo, aqui.

Para baixar apenas o áudio:

Baixar/ouvir: wake-up_0.1.ogg (OpenDrive) | wake-up_0.1.mp3 (4shared)

Instalando o Orca no Slackware 14.2

Aiyumi -

Estas são instruções para instalar o leitor de telas Orca no Slackware 14.2 sem o ambiente de desktop Gnome. Não é a versão do Orca mais recente, mas é a compatível com as versões das bibliotecas que vêm por padrão no Slackware (para instalar o Orca mais recente, seria necessário recompilar versões mais recentes de muitos dos programas que já vêm no Slackware e seria muito mais difícil).

Do Slackware 14.1 para o 14.2, diminuiu bastante a quantidade de dependências, o que é uma coisa boa. A maioria das bibliotecas específicas do Gnome foram embora, não precisa mais recompilar programas que vinham no Slackware, e agora tudo que usa Python passou a depender do Python 3 em vez do Python 2. Se vierem mais dessas mudanças que facilitem as coisas, talvez logo seja possível que o Orca consiga entrar no Slackbuilds.org, aí não precisaremos mais ficar fazendo estes malabarismos com meus scripts. Vamos ter esperanças!

Para quem usou minhas instruções e instalou o Orca no 14.0 ou 14.1 e vai atualizar para o 14.2, precisa remover as dependências obsoletas com o comando abaixo (quem ainda não tem o Orca instalado não precisa usar este comando, mas olha só quantas dependências foram embora :D ):

# removepkg gnome-mime-data gnome-vfs gnome-python libgnome libbonobo ORBit2 pyorbit

Agora, as instruções de instalação propriamente ditas. Antes de mais nada, você precisa ter o Sbopkg instalado.

Na verdade, o processo para baixar e instalar o Orca continua quase igual ao que era antes. Se quiser, você pode ler as instruções anteriores para explicações mais detalhadas, mas resumindo:

  • Baixe o meu repositório e configure o Sbopkg para usar meus scripts:

    # git clone https://github.com/aiyumi/slackware-scripts.git
    # cd slackware-scripts
    # cp -R slackbuilds /var/lib/sbopkg/aiyumisb
    # cp slackbuilds/100-aiyumi.repo /etc/sbopkg/repos.d
    # cp sbopkg-queuefiles/aiyumisb/accessibility/*.sqf /var/lib/sbopkg/queues
    
  • Execute o Sbopkg com o meu repositório:

    # sbopkg -V aiyumisb/local
    
  • Se você ainda não tiver o Espeak (que o Orca usa por padrão), vá em "Queue" -> "Load", carregue o queuefile "espeakup" e instale. O Espeak será instalado junto com o Espeakup, que adiciona suporte a voz via Espeak ao Speakupp (leitor de telas para console, que é sempre bom ter).

  • Vá em "Queue" -> "Load", carregue o queuefile "orca", mande instalar e espere até terminar.

  • Edite as configurações do Speech-Dispatcher em "/etc/speech-dispatcher/speechd.conf". Certifique-se de que o módulo do Espeak está sendo usado e configurado para falar no idioma de sua preferência (no meu caso, Português). As linhas relevantes são:

    # ----- VOICE PARAMETERS -----
    DefaultLanguage "pt"
    
    # -----OUTPUT MODULES CONFIGURATION-----
    AddModule "espeak"       "sd_espeak"   "espeak.conf"
    
    DefaultModule espeak
    
    LanguageDefaultModule "pt"  "espeak"
    

    Para testar, use o comando "spd-say algumacoisa". Se sair som, então está funcionando!

  • Por último, copie o arquivo "/usr/doc/orca-*/orca.atspi2.xinitrc" para "~/.xinitrc" (é ele que seta as variáveis para ativar a acessibilidade na interface gráfica) e edite a última linha com o comando para iniciar o seu gerenciador de janelas ou desktop favorito (por exemplo, "startfluxbox" para o Fluxbox ou "startxfce4" para o XFCE).

Pronto. Aí é só usar o comando "startx" para entrar na interface gráfica e ouvir o Orca abrir a matraca :D .

Nota sobre o Firefox: nas instruções para o 14.0 e 14.1, eu tinha falado que o Firefox do Slack vinha com acessibilidade desabilitada e precisava ser recompilado, o que levava horas. A má notícia é que o Firefox do Slackware ainda vem sem acessibilidade. Mas a boa notícia é que eu descobri que não precisa compilar outro! Graças a este post do Frankiej, fiquei sabendo deste script que baixa o binário do Firefox fornecido pela Mozilla (em que a acessibilidade funciona) e cria um pacote ".txz" para o Slackware que pode ser instalado com installpkg normalmente.

Apesar do nome "latest-firefox", este script não se limita a baixar a última versão do Firefox. Na verdade, você pode usá-lo para baixar qualquer versão que quiser. É só passar a variável "VERSION" para o comando que executa o script. Por exemplo, no momento em que escrevo este post, o plugin do Java não funciona na última versão do Firefox porque tiraram o suporte à API que o plugin usa. Para quem precisa do plugin do Java, enquanto não sai uma versão do Java com um plugin compatível com o último Firefox, o jeito é usar uma versão anterior do Firefox onde o plugin do Java ainda funciona. A última versão do Firefox onde a API obsoleta funciona é a 51.0. Neste caso, o comando para obter o pacote do Firefox 51.0 para o Slack seria:

# VERSION=51.0 ./latest-firefox.sh

ou ainda, para o Firefox 51.0 com a interface em Português brasileiro:

# VERSION=51.0 FFLANG=pt-BR ./latest-firefox.sh

E o programa vai deixar o pacote pronto em "/tmp". Chega de ter que esperar três horas para compilar o Firefox a cada versão :P .