Gossec Gavotte - Friedlander Violin Cover

Aiyumi -

No meu post anterior, contei como eu escolhi o instrumento virtual Embertone Friedlander Violin para tentar suprir minhas necessidades por sons de violino, e como consegui fazê-lo funcionar no Linux. Estou me sentindo como a protagonista da série de anime e jogos Kin'iro no Corda (também conhecida como La Corda d'Oro), que ganha um violino mágico que qualquer um pode tocar! Para "comemorar," decidi fazer arranjos das músicas que aparecem na série (a maioria são músicas clássicas), e hoje trago o meu primeiro arranjo: a música "Gavotte" de François Joseph Gossec.

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Violinos Virtuais

Aiyumi -

Várias vezes, já pensei "Ah, talvez essa música ficasse legal se fosse tocada com um som de violino" e quando ia tentar tocar no meu teclado, era uma decepção. Em parte porque eu não toco muito bem mesmo :P, e também porque os sons de violino do teclado são muito ruins. Querendo saber se o problema era exclusivo do meu ou acontece com os teclados em geral, fui pesquisar a quantas anda o estado dos sons de violinos solo "virtuais" disponíveis.

Bibliotecas de Samples Comerciais

Não sou nenhuma especialista, mas em geral, achei as samples comerciais de violinos solo muito decepcionantes, incluindo os violinos "sampleados" de bibliotecas de sons extremamente caras (de mais de 1000 dólares). Na minha opinião, são tão ruins que chegam a incomodar. Por mais simples que seja a parte tocada, o timbre não é macio, é estranho, como se faltasse um "pedaço" do som. E não é nem a óbvia falta de emoção (também tem isso, mas aí já é outra história), é alguma outra coisa que não sei explicar.

Dentre as demonstrações que ouvi, estão:

Bibliotecas de Samples Grátis

De sons grátis, eu encontrei as samples de violino da Philharmony.co.uk. Essas tem diversas articulações, mas estão no formato MP3, o que significa que sofrem de perda de qualidade e provavelmente não dá para usar para nada muito sério. Outra desvantagem é na questão da licença, que diz não ser permitido distribuir (de graça ou não) as samples individualmente ou na forma de "instrumento virtual" (por exemplo, você não pode criar um arquivo SF2 ou SFZ a partir delas e colocar para download). A licença até permite usar as samples em trabalhos comerciais, mas com a perda de qualidade por causa da compressão MP3, quem é que vai fazer isso?

Tem também essas e essas (de 2012, que são um pouco melhores) samples da Universidade de Iowa. Também estão no formato AIF, tem várias articulações e, ao contrário das anteriores, é permitido o uso sem restrições. Os problemas são que as notas não estão separadas uma em cada arquivo, e principalmente na primeira versão, várias delas não estão sustentadas uniformemente ou tem o som um pouco "arranhado"...

Por fim, tem as samples de violino do Ldk1609. Para falar a verdade, gostei mais do timbre dessas do que das samples comerciais citadas. Estão em formato AIF, então é possível converter para WAV, criar um arquivo SFZ (um formato aberto de bibliotecas de som) para mapear os arquivos às notas do MIDI e usar, por exemplo, no LinuxSampler, e um trabalho de criação de um SFZ aparentemente está em andamento.

E (só para constar) tem a Sonatina Symphonic Orchestra, disponível no formato SFZ. Na verdade, é uma coleção de samples grátis de instrumentos de orquestra. Os violinos solo são os mesmos das opções gratuitas anteriores, mas infelizmente estão afogados em reverb (urgh).

Embertone Friedlander Violin

Esta é uma biblioteca comercial que eu achei quando não estava procurando. Lendo um tópico pesquisando por alguma coisa que não tinha nada a ver, achei uma menção a essa biblioteca. Não tinha o link para a página oficial, mas resolvi ir atrás e ver se tinha alguma demonstração no Youtube. Encontrei este vídeo demonstrando os recursos e também estes vídeos oficiais. Eu me encantei com o som logo de cara, e pensei "Um instrumento bom assim deve custar milhares de dólares!" " O Google me trouxe a página oficial e fiquei babando com as demos... E o preço... Menos de 150 dólares...! Eu queria. O que me segurou para não comprar foi o fato de ser um instrumento para Kontakt (também compatível com a versão gratuita do programa, o Kontakt Player). O problema é que pesquisei sobre rodar o Kontakt 5 no Linux e não achei nada.

Cerca de um ano depois, já em meados de 2014, apareceu um tópico na lista de discussão Linux-Audio-User sobre recomendações de sons de orquestra no linux, onde um dos membros disse que usava instrumentos do Kontakt no Linux via Wine. Então eu pedi mais informações e resolvi tentar. Bem nessa época apareceu uma atualização e uma promoção da biblioteca de violino, aí eu decidi que era a hora e comprei!

Logo de cara apareceu um obstáculo. O download do programa precisava ser feito a partir de um gerenciador de downloads proprietário chamado Continuata Connect, onde coloca-se o código serial recebido ao comprar o produto e o software busca os arquivos a partir desse código (os links diretos não aparecem para poder baixar via navegador, Wget, Curl, ...). Tentei rodar o Continuata pelo Wine. Só abriu em modo Windows XP. Se colocasse "Windows 7", nem abria e dizia que o programa encontrou um erro grave e não podia executar. Com o Wine disfarçado de XP, o programa abriu... Mas não funcionou direito. O download sempre enroscava no meio, as partes do arquivo corrompiam e eram apagadas, depois começava tudo de novo. No final, acabei instalando o tal do Continuata na minha partição do Windows só para baixar o software, e no Windows funcionou normal (milagre :P). Logo em seguida, movi os arquivos baixados para a partição do Linux. Não sei o que causa esse problema no Wine, mas depois de pesquisar um pouco, descobri que outras empresas desenvolvedoras de instrumentos virtuais fornecem os links diretos, para os usuários que tiverem problemas com o Continuata, ou que não consigam baixar por algum outro motivo. Não sei se a Embertone também faz isso. Como já tinha baixado tudo, não perguntei, mas pode valer a pena perguntar.

O Kontakt Player instalou no Wine numa boa. Tive alguns problemas na hora de configurar, mas eram relacionados aos meus leitores de tela (programas que falam todo o texto na tela, usados principalmente por deficientes visuais) tomando posse do ALSA e da placa de som. Pessoas com configurações padrão (ou seja, praticamente todo o mundo) provavelmente não vão ter esses problemas (mas se quiser mais detalhes, todo o enrosco pode ser lido neste tópico na Linux-Audio-User).

O instrumento é feito para o Kontakt Player"Powered by Kontakt Player" , e precisa ser adicionado pelo botão "add library". Este botão também está presente na interface VST do Kontakt, mas não funciona (pede para escolher o diretório onde estão os arquivos da biblioteca, mas dá o erro "No library found". Eu não sei se isso é problema com o Wine ou se também acontece no Windows). Para adicionar e ativar a biblioteca, só mesmo pela interface standalone do Kontakt (o processo precisa ser realizado apenas uma vez). Após devidamente adicionada e ativada, a biblioteca também fica disponível e funciona normalmente pela interface VST. Eu consigo usá-la com o dssi-VST e gravar a saída de som com o Ecasound sem problemas.

Conclusão

No começo, fiquei com medo de comprar o Friedlander Violin e depois não conseguir fazer funcionar. Se não desse, o último recurso seria usá-lo no Windows assim como estou fazendo com o VOCALOID. Felizmente tudo deu certo e consigo usá-lo no Linux, que é meu ambiente preferido. Como sempre, tem um porém. O Kontakt não é nem um pouco acessível (nada compatível com leitores de tela), nem no Windows! Ou seja, de qualquer forma, eu preciso de ajuda de alguém que enxerga para usá-lo. Mesmo assim, para mim, valeu a pena. O som é tão bom quanto achei que seria, e minha busca por um violino virtual decente finalmente chegou ao fim! Se eu quiser mais do que isso, só me resta aprender a tocar o instrumento de verdade... Mas essa é uma outra história...

Aproveitando, a Embertone acabou de lançar uma biblioteca gratuita para Kontakt Player, que entre outras coisas, inclui uma demo do Friedlander Violin! Ficará disponível por tempo limitado (não sei até quando), mas para quem quiser testar esse violino virtual, essa é a chance! Eu já baixei, para conferir as outras coisas que vêm junto, e dessa vez, o download é por link direto. Aqui está o link para a newsletter com o anúncio do lançamento e a página do produto. Boa sorte!

Em Clima de DASH!

Aiyumi -

Comecei a revisitar a série Rockman DASH (Mega Man Legends), assistindo (leia-se "ouvindo") a alguns Playthroughs e cutscenes para refrescar minha memória (não tenho mais os jogos), tentando finalmente entender o enredo. Eu não sabia japonês nem Inglês o suficiente para poder entender a história na época que eu jogava, uns doze anos atrás. E no fim das contas, nem agora eu consegui entender direito :P . Tenho a impressão de que o segundo jogo (o que tem os principais pontos da trama) é um pouco corrido, alguns fatos importantes são mencionados apenas de passagem e não são expandidos em nenhum lugar. Após o cancelamento do DASH / Legends 3, é muito provável que não teremos esses esclarecimentos por um bom tempo. Também notei diferenças entre os diálogos da versão em Inglês e os originais japoneses (inconsistências na tradução / utilização de nomes e termos) que podem afetar a forma como vemos a personalidade de alguns personagens e partes do enredo em si.

Mesmo assim, ainda acho que é um bom enredo, embora um pouco confuso e cheio de potenciais inexplorados. E isso pede uma coisa: fan fiction!

Depois de acompanhar os Playthroughs, ler algumas discussões e fan fictions para ver como outras pessoas interpretam o enredo, eu fiquei inspirada para escrever minha própria fanfic (em Inglês), intitulada "Trigger of Change". E, assim como fiz com minha fic de Pokemon, comecei a adaptar algumas cenas para áudio dramas em Japonês no estilo anime. Isto levou à criação de uma nova seção sobre Rockman no site (apenas em Inglês e Japonês no momento), com a página para os áudio dramas aqui.

Para concluir o post, deixo aqui meu cover VOCALOID de "Anata no Kaze ga Fuku Kara", a música de encerramento do primeiro jogo. Divirtam-se!

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Acessibilidade, e Como eu Comecei a Usar VOCALOID

Aiyumi -

O Que é Vocaloid?

É algo que está fazendo bastante sucesso já há alguns anos, mas até 2011 eu não fazia a mínima ideia do que era. Só sabia que tinha a ver com música, e por um tempo achei que fosse o nome de uma banda (hahahaha)! Mas não. VOCALOID é um software de síntese de canto, proprietário e pago, cuja engine é desenvolvida pela Yamaha. As vozes são fornecidas por pessoas reais, sendo a maioria atores ou cantores. Cada voz é representada por um personagem. A mais popular é a Hatsune Miku (não gosto muito dela) mas existem vários outros. VOCALOID tem versões para Windows e Mac.

Para informações detalhadas sobre todos os bancos de voz de VOCALOID disponíveis, visite a VocaloidBrasil (o site mais completo em Português, que aliás, explica tudo isso muito melhor do que eu :P), e/ou a VOCALOID Wiki (em Inglês).

Exemplos de músicas com VOCALOID:

UTAU

UTAU (que significa "cantar" em Japonês) é o nome de outro programa para síntese de canto, só que foi desenvolvido por um fã, também proprietário porém gratuito (tecnicamente é shareware, mas umas das poucas "vantagens" de se pagar são algumas melhorias na interface e talvez ter acesso a versões de teste antes do "público geral", mas funciona gratuitamente sem problema). As vozes também são fornecidas por pessoas reais, com a diferença de que qualquer um pode gravar sua própria voz e colocar no programa, sem depender de contratos, estúdios e cantores profissionais. Por isso tem bem mais bancos de voz disponíveis do que VOCALOID, mas a desvantagem é que a qualidade varia muito, dependendo da qualidade da gravação, configuração, intonação e pronúncia da pessoa que fez. UTAU têm versão para Windows e também uma para Mac, chamada UTAU Synth.

Exemplos de músicas com UTAU:

Para saber mais sobre UTAU, tem a seção de UTAU da VocaloidBrasil e a UTAU Wiki (em Inglês).

Não demorou para eu ter vontade de usar os programas e criar meus próprios covers, e foi aí que os problemas começaram.

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Internet Banking Caixa e Java 7 Update 51

Aiyumi -

Na semana passada (lá pelo dia 17 de janeiro de 2014), tive de atualizar a instalação do Java. Fazendo isso, a versão do meu Java passou a ser "Java JRE 1.7.0_51", e o plugin de navegadores "Java(TM) Plug-in 10.51.2". Mas aí, o internet banking da Caixa parou de funcionar. Sempre caía numa página com código de erro CM12, dizendo que houve um problema no cadastro de computadores, com um link para o site da Oracle para baixar o Java, mesmo com o Java instalado e funcionando perfeitamente (até o site do Banco do Brasil funcionava, só o da Caixa que não). Tentei o telefone do 0800 mas a ligação vivia caindo e não consegui resolver nada, então fui procurar por conta própria. Como eu uso Linux, pensei que fosse algum problema relacionado ao Linux e pesquisei de tudo quanto era jeito e nada. Até que encontrei este post:

http://www.vivaolinux.com.br/dica/Java-JRE-17-51-Instalacao-facil-no-Debian-7-em-tres-passos

Mais especificamente este comentário:

[5] Comentário enviado por jairus em 21/01/2014 - 11:33h:

Bom dia pessoal !!!

O que aconteceu com o Java 7_51, foi a questão de Lista de Sites de Excessões, que deverá ser configurada de acordo com a necessidade de cada usuário.

A funcionalidade Lista de Sites de Exceção está sendo introduzida na release Java 7 Update 51. A inclusão do URL da aplicação na Lista de exceções permite aos usuários executarem RIAs (Rich Internet Applications) que normalmente seriam bloqueados por verificações de segurança.

Veja a seguir os casos que permitirão que as aplicações sejam executadas por meio da inclusão do URL da aplicação na lista de sites de exceção:

.Se a aplicação não estiver assinada com um certificado de uma autoridade de certificação confiável. .Se a aplicação estiver hospedada localmente. .Arquivo Jar sem o atributo de manifesto de Permissão. .Aplicação assinada com um certificado expirado. .O certificado usado para assinar a aplicação não pode ser marcado para revogação.

Gerenciar a Lista de Sites de Exceção

A lista de sites de exceção é gerenciada na guia Segurança do Painel de Controle do Java. A lista é mostrada na guia. Para adicionar, editar ou remover um URL da lista, clique em Editar Lista de Sites e siga as orientações mostradas.

Adicionar um URL

.Clique no botão Editar Lista de Sites. .Clique em Adicionar na janela Lista de Sites de Exceção. .Clique no campo vazio embaixo do campo Localização para inserir o URL. .Exemplo: http://myexample.com (observação: o URL deve começar com http:// ou https://) .Clique em OK para salvar o URL que você inseriu. .Clique em Continuar na caixa de diálogo Advertência de Segurança.

Editar um URL

.Clique duas vezes no URL que você deseja editar na janela Lista de Sites de Exceção. .Faça a alteração no URL. .Clique em OK para salvar as alterações.

Remover um URL

.Clique no URL que você deseja remover na janela Lista de Sites de Exceção. .Clique em Remover. .Clique em OK para salvar sua alteração.

Observação: se um conjunto de regras de implantação ativo for instalado no sistema, as regras de implantação terão precedência sobre a lista de sites de exceção. A lista de sites de exceção só é considerada quando a regra padrão se aplica. Consulte Conjunto de Regras de Implantação (http://docs.oracle.com/javase/7/docs/technotes/guides /jweb/deployment_rules.html) para obter mais informações sobre regras de implantação.

Fonte: http://java.com

Ok, pode ser isso, mas onde fica esse tal do painel de controle do Java? Nem sabia que existisse uma coisa dessas! Pesquisando mais um pouco, achei isso:

https://blogs.oracle.com/brunoborges/entry/novo_java_7u51_e_os

No Windows e no Mac, fica no painel de controle/preferências mesmo. No Linux, é para digitar o comando "jcontrol" num terminal. Vai aparecer uma interface gráfica com as configurações. Vá na aba "Segurança", depois em "Editar Lista de Sites" e em "Adicionar", então adicione estes dois endereços:

https://internetbanking.caixa.gov.br
https://internetbankingpf.caixa.gov.br

Outra forma de fazer isso é editar o arquivo "exception.sites" (é um arquivo de texto normal), colando os dois endereços nele.

No Windows, fica em: C:\Users\%USER%\AppData\LocalLow\Sun\Java\Deployment\security\exception.sites

No Mac: ~/Library/Application Support/Oracle/Java/Deployment/security/exception.sites

No Linux: ~/.java/deployment/security/exception.sites

Depois que eu fiz isso, o internet banking da Caixa finalmente voltou a funcionar!

Resumindo, o problema era um recurso que adicionaram nessa última versão do Java, e estava nas configurações do Java e não importa qual o sistema operacional. O ruim é que a solução pode não ser tão fácil de descobrir, principalmente para usuários leigos. Não uso Java (só tenho instalado mais por causa dos sites de bancos que insistem em usá-lo), não acompanho as novidades, e mesmo que acompanhasse, não é fácil de saber quais delas vão me afetar. Mas agora felizmente resolveu, e espero que este post seja útil para mais gente.

O Poder dos SlackBuilds

Aiyumi -

Eu adoro os SlackBuilds, os scripts para compilar programas e criar pacotes para o Slackware. Fiquei maravilhada após ler um ótimo artigo explicando as vantagens dos SlackBuilds VS. compilar manualmente com os comandos "./configure && make && make install". Eu queria poder colocar um link para ele, mas infelizmente o site não existe mais (era o site do GoblinX, uma distribuição brasileira baseada no Slackware, que depois virou ImagineOS, mas parou de ser atualizada faz um bom tempo).

Outro dia, recebi uma mensagem de uma pessoa que estava tentando usar os meus scripts para instalar o Orca no Slackware (que aliás, atualizei para funcionarem no 14.1!), com dúvidas sobre SlackBuilds em geral. Então resolvi explicar, e essa foi a resposta que eu dei pra ele:

Basicamente, o SlackBuild é apenas um Shell script que define algumas variáveis ​​comuns (como a arquitetura da sua máquina), aplica patches se necessário, e especifica quais opções devem ser passadas ao "./configure" (como dizer que gostaríamos de instalar os binários em "/usr/bin" e as bibliotecas em "/usr/lib", em vez de "/usr/local/bin" e "/usr/local/lib", que costumam ser os padrões se nada for especificado no "./configure"). Ele compila o programa, copia os arquivos de documentação para lugares apropriados, depois empacota tudo em um ".tgz" ou ".txz" (se você usar, por exemplo, "tar -tf nomedopacote.tgz" para ver seu conteúdo, vai perceber que é algo como a estrutura de diretórios do seu sistema de arquivos, com "usr/bin" etc, compactado com Tar e Gzip). Estes pacotes são muito fáceis de instalar com "installpkg". Quando um pacote é instalado, um arquivo com o nome do pacote sem a extensão ".t?z" é colocado em "/var/log/packages" com a lista de todos os arquivos que foram instalados com o programa. E uma das coisas que mais gosto é que eles também são muito fáceis de desinstalar com "removepkg". Se o programa foi compilado com "./configure && make && make install" manualmente sem o SlackBuild (portanto, não empacotado e sem a lista de arquivos em "/ var / log / packages"), é muito mais difícil saber quais arquivos foram instalados onde, e para removê-los, o jeito mais fácil é entrar no diretório com os fontes do programa (é necessário baixar o código fonte de novo se não o tivermos mais, dar "./configure" com as mesmas opções que usamos para instalar pela primeira vez - se é que lembramos quais opções passamos :P - para gerar o makefile de novo), então usar "make uninstall" (e adivinha, nem todo programa que tem "make install" também tem a opção "make uninstall"! Então, já viu a confusão que pode dar?)... Por outro lado, se tivéssemos instalado o programa por meio de um pacote do Slackware, poderíamos removê-lo simplesmente fazendo "removepkg nomedopacote" e as ferramentas de pacote do Slackware se encarregariam de encontrar e remover os arquivos corretamente. Em outras palavras, é maravilhoso :D.

Isso me ocorreu depois e eu não mandei na resposta, mas também tem gente que gosta de usar programas como o Checkinstall, que monitora a saída do "make install" para saber quais e onde foram parar os arquivos, depois cria um pacote instalável (suporta várias distribuições, incluindo o Slackware), mas particularmente prefiro usar SlackBuilds (mesmo que dê um pouco mais de trabalho criar um script se não existir um pronto para o programa que eu quero) porque serve como uma forma organizada de documentar as opções e os passos usados para compilar o programa, bem úteis quando precisar atualizar e compilar de novo.

Nova Seção de Pokemon

Aiyumi -

Adicionei uma nova seção de Pokemon ao site, principalmente para publicar meus arranjos de músicas e os áudio dramas das minhas fan fics que já mencionei. Porém, a página está disponível apenas em Inglês, sem planos para tradução (sinto muito). Para visitar, vá aqui.

Instalando o Orca no Slackware 14.0

Aiyumi -

Estava dando uma olhada no Slackware Current, que agora contém os pacotes que entrarão na próxima versão (14.1, se não mudar de nome como aconteceu com o 13.37). Para minha surpresa, foram incluídos o AT-SPI2-Core e o AT-SPI2-ATK, duas dependências muito importantes do leitor de telas Orca, inclusive as versões são mais recentes do que as que eu tenho! Mas acho que não foi pensando em acessibilidade que eles colocaram (algum outro pacote novo deve ter essas libs como dependência) porque nos SlackBuilds ainda tem uns pacotes "./configurados" com "--disable-introspection" e "--disable-accessibility" (quando fui instalar o Orca no meu sistema atual, tive muita dor de cabeça até descobrir que vinha por padrão assim. Precisei habilitar as opções e compilar esses programas de novo). Mesmo assim, a cada nova versão do Slackware, mais dependências do Orca vêm sendo incorporadas à instalação padrão. Talvez, daqui a algumas versões, todas (ou quase todas) as dependências do Orca finalmente estejam preenchidas. Enquanto esse dia não chega, reuni os SlackBuilds para compilar o Orca e suas dependências e os enviei para o Github. Alguns são meus (porque não achei prontos em lugar nenhum) e outros são cópias dos scripts do Slackbuilds.org ou de pacotes do próprio Slackware (alguns que precisaram de ajustes e recompilação), todos reunidos em um só lugar para ficar mais fácil. Não são as versões mais recentes, mas são as específicas para funcionarem com as versões das bibliotecas que vêm por padrão no Slackware 14.0 (para construir as mais recentes seria necessário compilar muita coisa extra e daria muito mais trabalho). E para aqueles se perguntando se precisa instalar o Gnome, não, não precisa. Ao contrário do que possa parecer, apesar do Orca ser parte do Projeto Gnome, ele pode muito bem funcionar normalmente sem esse ambiente desktop tão pesado. Segue abaixo um guia rápido de como fazer para instalar o Orca no Slackware, sem o Gnome:

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Twitter e Atualizações

Aiyumi -

Pode não parecer, mas muita coisa aconteceu desde o meu último post:

  • Fiz um arranjo de outra música de Pokemon Black & White. É a música "Ghetsis' Ambitions". O arranjo pode ser ouvido e baixado aqui ou aqui.

  • Provavelmente, este é o site onde estou mais ativa no momento. Nunca mencionei aqui antes, mas já há algum tempo, venho escrevendo uma fan fiction de Pokemon Black & White (em Inglês), chamada Soul Link, que estou atualizando regularmente (e silenciosamente).

  • Fiz uma adaptação para áudio drama de uma cena dessa mesma fan fiction. A fanfic está em Inglês, mas o áudio drama é em Japonês. As falas são praticamente as mesmas da cena na fic, então se a pessoa entender a cena em Inglês, vai poder entender o drama em Japonês. Quem gosta de assistir a animes com áudio em Japonês talvez ache interessante... Ou não :P. De qualquer forma, ele pode ser encontrado aqui. O arranjo da música que mencionei acima também foi usado nele.

  • Enviei mais alguns sons para o Freesound. Também adicionei vários sons interessantes de outras pessoas aos meus favoritos.

  • Finalmente consegui organizar meus scripts (SlackBuilds) para compilar o Orca no Slackware e enviá-los para o Github.

    Edit (2013-09-27): instruções de como usar os scripts agora podem ser encontradas aqui.

  • Comprei um 3DS XL. Eu não estava pensando em fazer isso ainda, mas, mais uma vez, encontrei um barato (para os padrões brasileiros) e os preços em geral estão subindo por causa da inflação, então resolvi comprar logo antes que fique muito caro. Não vou fazer uma review como fiz com o outro, mas basta dizer que comparado ao 3DS normal, os botões são mais confortáveis, o console é fácil de segurar (apesar de ser um pouco pesado) e a bateria dura mais.

  • Em meados de julho, a minha conexão com a internet caiu e fiquei sem acesso por quase duas semanas, afetando meu trabalho e tudo mais. Todo dia ligando para a operadora e só recebendo desculpas inúteis na maioria das vezes. Demorou muito tempo para que eles tivessem a boa vontade de enviar um técnico aqui para arrumar. O problema afetava toda a região onde moro, então não era só comigo. Esperemos que esteja resolvido agora.

  • Recentemente, tenho escutado muita música japonesa que utiliza software de síntese de canto como VOCALOID e UTAU.

Bom, como já deve ter dado para perceber, muita coisa aconteceu. O problema é que não tenho paciência para escrever um post completo para cada coisa que eu faço, e muito menos em três idiomas... Então eu percebi: não é esse o propósito de um microblog como o Twitter? Atualmente meu Twitter não está sendo muito usado além de avisar automaticamente quando eu posto alguma coisa aqui. Estou pensando em fazer com que ele atualize (de preferência automaticamente também) sempre que eu publicar um capítulo da fanfic, ou um vídeo no Youtube e talvez algumas outras coisas, para que as pessoas possam saber que ainda estou ativa, mesmo que este blog não seja atualizado constantemente. A conta é "@aiyumi_en". Se quiser pode me seguir, ou se você é como eu e não costuma acompanhar redes sociais, pode usar essa feed RSS.